Guarda Suíça comemora mais de 500 anos a serviço do Papa

Guarda Suíça comemora mais de 500 anos a serviço do Papa

A Guarda Suíça Pontifícia, nome dado ao corpo de guarda responsável pela segurança do Papa, comemorou no último dia 22, quinta-feira, seus 509 anos de fundação. Nem todos os peregrinos que chegam a Roma e tiram foto com a Guarda Suíça no Vaticano conhecem a história daqueles soldados que juraram fidelidade ao Papa e que tem como missão custodiar noite e dia ao Santo Padre.

A história começou no ano 1506 quando chegaram à Cidade Eterna os primeiros suíços a pedido do Papa Julio II, formando uma companhia de 150 homens sob o comando do Capitão Kaspar von Silenen, ingressando pela primeira vez pela ‘Porta del Popolo’ e recebendo a bênção do Papa.

Desde sua fundação, foram vários os fatos que marcaram a história da Guarda Suíça, mas ficou imortalizado o ocorrido no dia 06 de maio de 1527 durante o Saque de Roma realizado por tropas do imperador Carlos V. Nesta ocasião os soldados a serviço do Papa mostraram sua grande bravura, fortaleza e fidelidade à sua missão. Apesar de terem sobrevivido apenas 42 deles, a Guarda formou um círculo ao redor do Papa Clemente VII, que logrou escapar para seu refúgio no ‘Castel Sant’Angelo’. O fato marcou tanto que a cada 06 de maio os novos recrutas juram seus cargos diante do Santo Padre e tomam posse os que foram promovidos.

Justamente para comemorar os 509 anos custodiando aos pontífices, no último dia 22 de janeiro, na Igreja de Santa Maria da Piedade no Campo Teutônico, ao qual se acessa a partir do Vaticano, ocorreu uma solene celebração Eucarística presidida pelo Cardeal Angelo Comastri, Arcipreste da Basílica de São Pedro, e concelebrada pelo Padre Pascal Burri, capelão do corpo suíço, além de outros sacerdotes.

Por ocasião do aniversário, o comandante do Corpo, Daniel Rudolf Anrig, recordou que “depois de 509 anos, milhares de homens contribuíram com a força e a longevidade do Corpo, e muitos outros se preparam para Guarda Suíça mais de 500 anos a serviço do Papa seguir fazendo o mesmo”.

“compartilhar o compromisso sincero e incondicional deste precioso serviço une a muitas gerações, passadas, presentes e futuras”.

São várias as condições e requisitos que devem cumprir aqueles que queiram ser admitidos: ser um católico praticante, já que seu trabalho transcorre no coração da Cúria romana; ser um cidadão suíço, gozar de boa saúde, ser célibes, ter uma reputação irrepreensível, ter prestado o serviço militar na Suíça, ter formação profissional, medir ao menos 1,74 centímetros e ter entre 19 e 30 anos.

A missão do Corpo suíço tem um triplo papel: de honra, de vigilância e de ordem. Os efetivos são responsáveis por controlar os acessos ao Vaticano, monitoram continuamente a segurança do Santo Padre e velam pela proteção das pessoas no interior da Santa Sé. Além disso, acompanham ao Papa durante suas viagens e protegem ao Colégio Cardinalício quando a Sé Apostólica está vacante. O tempo de permanência deles na Cúria é de 25 meses.


Fonte: Gaudiumpress.

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