Santa Catarina de Siena, a mulher que mudou a política e a história de sua época
Pierre Subleyras

Santa Catarina de Siena, a mulher que mudou a política e a história de sua época

No dia 29 de abril, se comemora Santa Catarina de Siena, padroeira da Itália, Europa, contra abortos naturais, contra doenças corporais, pessoas ridicularizadas por sua fé, contra tentações sexuais e dos enfermeiros.

Catarina de Siena, T.O.S.D., foi uma terceira da Ordem dos Pregadores (dominicanos), filósofa escolástica e teóloga do século XIV nascida em Siena, na República de Siena. Lutou arduamente para trazer o papado de Gregório XI de volta para Roma durante o chamado “Cisma do Ocidente”, um período de quase um século no qual se estabeleceu o papado de Avinhão, e também foi fundamental para a restauração da paz entre as cidades-estado italianas.

Por muitos anos, Catarina se acostumou a períodos de rigorosa abstinência . A comunhão diária era, muitas vezes, sua única “refeição”. Esta forma extrema de jejum já parecia pouco saudável aos olhos do clero, de suas irmãs e de seu confessor, que tentavam fazê-la comer adequadamente. Mas Catarina alegava que era incapaz e descrevia sua incapacidade como uma infermità (doença). A partir do início de 1380, Catarina já não conseguia nem comer e nem beber água. Em 26 de fevereiro, não podia mais andar. Finalmente Catarina morreu em Roma em 29 de abril de 1380 aos trinta e três anos de idade, depois de ter sofrido um derrame oito dias antes.

Santa Catarina de Siena é uma das importantes místicas e escritoras da Igreja Católica e é ainda hoje muito respeitada por suas obras espirituais e sua audacidade política, alguém que teve coragem de “dizer a verdade ao poder”, um feito excepcional para uma mulher de seu tempo, capaz de influenciar a política e a história de sua época.

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